Terriola da província que se preze, tem de ter um local onde se possam trocar cusquices, falar de problemas sexuais, pessoais, profissionais, como a mulher do dono da empresa X que anda metida com um dos empregados do marido, "descascar" na sogra porque é uma víbora, na cunhada que apetece esbofetear, invejar o novo namorado da irmã que é bom com'ó milho, falar da vizinha que gosta de ouvir ópera às tantas da manhã, quiçá para abafar certos sons... da beata que passa os dias enfiada na casa do padre ou até do gajo que foi apanhado a tentar violar cabras.
Mas como aqui nesta minha chrysálida não há lugar para montar um cabeleireiro, talho, peixaria, mercado e nem sequer um botequim para tomar um café, só irei dando conta do que me vai chegando de alguma "meçoila" ou "meçoilo" mais aflito, ou que por aqui passe e deixe as suas "aflições" neste humilde espaço.
M.